O gol de falta de Marcos Assunção, aos 10 minutos do segundo tempo, fez o São Paulo estacionar nos 56 pontos, em oitavo. Para ir à Libertadores, o time precisa vencer o Santos na última rodada e torcer por tropeços de Coritiba (contra o Atlético-PR), Internacional (contra o Grêmio) e Figueirense (contra o Avaí) - destes, só o Inter joga em casa. Já o Palmeiras, que venceu a segunda seguida, foi a 49 pontos, em 11º.
São Paulo joga muito mal e vê sonho da Libertadores bem distante - Foto/Idário Café/VIPCOMM
Fraco
O primeiro tempo no Pacaembu foi decepcionante. Quem esperava principalmente o São Paulo aguerrido em busca de uma vitória viu os dois times pouco criarem. Tanto que cada uma das equipes chegou com perigo em apenas duas oportunidades. A primeira foi do time alviverde. Aos 16, Marcos Assunção bateu falta fechada desde a linha de fundo e Rhodolfo tirou no primeiro pau. Três minutos depois o zagueiro foi protagonista de lance de ataque do São Paulo. Apareceu livre na segunda trave, mas, desequilibrado, cabeceou para fora.
Numa das raras vezes em que colocou a bola no chão com consciência, o São Paulo ficou perto do gol. Dagoberto viu Juan entrar na área e tocou para o lateral, que dominou, girou sobre a marcação e bateu rasteiro. A bola passou por Deola e beijou o pé da trave palmeirense.
Mas o melhor lance do primeiro tempo foi do Palmeiras. Já nos acréscimos, Luan cruzou e Rogério saiu do gol para cortar. A sobra caiu com Marcos Assunção, que pegou muito bem na bola, mas o goleiro fez defesa fantástica. Ela ainda bateu no travessão e voltou para a pequena área, onde Valdivia tentou de puxeta e mandou para fora.
Emoções e gol do Verdão
Leão e Felipão devem ter dado duras broncas no intervalo, porque os dois times voltaram mais acesos para o segundo tempo. Luis Fabiano e Fernandinho pelo São Paulo, Valdivia e Luan pelo Palmeiras tiveram boas chances, mas desperdiçaram todas, chutando para fora. Aos 10 minutos, quando o jogo estava equilibrado, Marcos Assunção cobrou falta da direita, a zaga do São Paulo errou ao tentar a linha de impedimento e deixou cinco palmeirenses livres à frente de Rogério. Ninguém desviou e a bola foi direto para o fundo da rede.
Com o São Paulo em desvantagem, Leão trocou Dagoberto por Rivaldo e Cícero em Marlos. Logo na sequência o time tricolor melhorou e só não empatou porque Piris perdeu chance clara, de cabeça, com o gol aberto, após Henrique cortar mal. O paraguaio fechou o olho e testou por cima do travessão.
A necessidade de um gol era tanta que o treinador tricolor queimou logo sua terceira substituição. Tirou o lateral-esquerdo Juan e colocou Willian José em campo. Mas, desconfigurado, o São Paulo teve dificuldades em manter a posse de bola. Tanto que a melhor chance foi do Palmeiras, quando Fernandão recebeu livre na área, escolheu o canto e mandou na trave.





