Time paulista jogou todo segundo tempo com um jogador a mais - Foto/ReproduçãoAmericana, SP - Na briga direta pelo acesso, Americana e Vitória ficaram no empate sem gols e marcaram passo dentro do Campeonato Brasileiro da Série B. Após a 35.ª rodada, o time paulista ocupa a sexta posição, com 53 pontos, enquanto o time baiano saiu do G4, zona de acesso, e com 54 pontos caiu para a quinta posição, deixando que o Bragantino em quarto lugar, com 55 pontos após vencer o Salgueiro, por 1 a 0, em Paulista (PE).
O time paulista entrou em campo pressionado por uma sequência negativa de sete jogos sem vitória, que lhe tirou uma vaga no G4 – grupo de acesso. O Americana caiu de produção nos últimos jogos e a contratação do técnico Roberto Fernandes em substituição a Sérgio Guedes foi um erro primário já que o treinador estava suspenso e somente neste jogo pode ficar no banco. Resultado: em quatro jogos com Fernandes, sendo três em Americana, o time fez apenas três pontos. Por isso, ele recebeu um violenta via no final do jogo, aos gritos de "burro, burro..."
De outro lado, o Vitória apresentava uma série positiva de três vitórias consecutivas e uma vaga no G4, conquistada na rodada passada. Agora deve brigar diretamente com o Bragantino pela quarta vaga.
Início truncado
Como esperado o jogo começou truncado no meio-campo, apesar do Vitória ter um leve domínio das ações. Aos sete minutos, de falta, Geovanni obrigou o goleiro Jailson a praticar boa defesa e mandar a bola para escanteio. O Americana só ameaçou aos 27 minutos, com um desvio de cabeça de Clodoaldo na frente do goleiro Douglas, que defendeu no reflexo. Na sobra, Clodoaldo ficou livre na frente do gol, mas chutou na bandeirinha de escanteio, num lance grotesco.
O jogo começou a mudar aos 42 minutos, quando Preto cometeu falta violenta sobre Marcinho e, de pronto, foi expulso. Uma falta desnecessária, no setor de meio-campo. Até o irrequieto técnico Vágner Benazzi reconheceu:
"A falta foi violenta, mas o Alê passou o tempo todo dando pau e não aconteceu nada".
Na volta do intervalo, o técnico Vágner Benazzi preferiu trocar o atacante Fábio Santos pelo meia Neto Coruja. O Americana, de forma estranha, não mexeu. O técnico Roberto Fernandes irritou a torcida e a Imprensa ao não colocar o time no ataque, mesmo com um jogador a mais.
O Americana ainda tentou diminuir os espaços na saída de bola do time baiano. Mas não conseguia as infiltrações e, muito menos, chutar de longa distância.
Vaias e "burro"
Roberto Fernandes só mudou o Americana aos 15 minutos, quando tirou o volante Alê para a entrada do atacante Jônatas. A mudança, depois, se mostrou errada, porque a defesa ficou desprotegida e, em vários lances, mesmo defendendo com quatro ou cinco jogadores, perdia a disputa para apenas dois adversários.
O Vitória, mesmo com um jogador a menos, ficou mais bem distribuído em campo. E com um objetivo claro: não sofrer gol para tentar surpreender no contragolpe. A torcida da casa ficou inquieta, ensaiou vaias e xingou o técnico Fernandes de “burro”.
Na verdade, faltou qualidade aos atacantes americanos nas finalizações. Tanto que o centroavante Clodoaldo recebeu uma sonora vaia ao ser substituído pelo volante Paulinho Dias. Nos últimos minutos, o goleiro Douglas ainda fez duas boas defesas e garantiu o empate. Ao final, vaias para todos. Muitas e merecidas vaias.
Fim de semana
Agora só restam mais três rodadas. No final de semana, o Americana vai sair contra o Sport, sexta-feira à noite, em Recife. NO sábado, a partir das 16h20, o Vitória recebe o Criciúma.





