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Dadá pede dispensa e não deve mais defender o Guarani na Série B

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Dadá pede dispensa e não deve mais defender o Guarani na Série B - Foto/AFIDadá pede dispensa e não deve mais defender o Guarani na Série B - Foto/AFICampinas, SP - Os salários atrasados e a péssima administração do presidente Leonel Martins de Oliveira estão próximos de fazerem mais uma vítima. Nesta segunda-feira, o volante Dadá pediu dispensa para visitar os familiares em Pernambuco e acabou sendo liberado. No entanto, o jogador não deve mais vestir a camisa do Guarani no Campeonato Brasileiro da Série B, sendo mais um desfalque para o técnico Giba.

Dadá na verdade é mais uma "vítima" da gestão temerária do presidente Leonel Martins de Oliveira, que não paga salários há quatro meses. O jogador, porém, suportou o quanto pode e não deve ser criticado pela torcida que os chamou, bem como seus companheiros, de "guerreiros" pelas vitórias e pontos conquistados no segundo tempo.

Dadá acabou recebendo o terceiro cartão amarelo na goleada sofrida para o Paraná, por 3 a 0, no último sábado e não poderia ser utilizado no confronto contra o Salgueiro, no Ademir Cunha, pois precisa cumprir suspensão automática. No entanto, o volante dificilmente irá voltar para a última partida da Série B, contra o Goiás, no Brinco de Ouro.

Lista aumentando...

Se não retornar ao Bugre, Dadá irá aumentar a lista de jogadores que deixaram o time campineiro devido aos salários atrasados. O lateral-direito Chiquinho, o zagueiro Aislan, o volante Mika e o atacante Felipe Adão pediram para serem liberados e a diretoria acatou os pedidos. O volante Rodrigo César acertou com a Ferroviária para o ano que vem, mas só deixará o Brinco no final de 2011, assim como o preparador físico Walter Grasmann, que recebeu uma proposta do futebol sul-coreano.

O lateral-esquerdo João Paulo lamentou a saída dos companheiros antes do final do Campeonato Brasileiro da Série B, mas prometeu lutar até o final para evitar o rebaixamento do Guarani à Série C. Os quatro meses de salários atrasados começam a refletir dentro de campo, tanto que o time campineiro teve uma péssima atuação contra o Paraná, levando dois gols antes dos dez minutos do primeiro tempo.

"Nós ficamos tristes pelos jogadores que foram, porquê fazem parte do grupo e gostaríamos que ficassem até o final. Nós tentamos ficar tranquilos e o foco no momento é deixar o Guarani na Série B. São quatro meses e é uma situação que não é cômoda. Pretendo tirar o problema dos salários atrasados da minha cabeça", destacou João Paulo.

A péssima administração de Leonel Martins de Oliveira, são quatro meses de salários atrasados e sem nenhuma perspectiva de que o problema será resolvido antes do final da Série B, já está refletindo dentro de campo. O Bugre é o 14º colocado, com 46 pontos e segue correndo risco de rebaixamento. A diferença para o São Caetano, primeiro do Z4, é de apenas um ponto.

 
 
     

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